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terça-feira, 28 de julho de 2009

Fernando Pessoa matinal

"Tudo o que faço ou medito,
fica sempre pela metade,
querendo, quero o Infinito
fazendo, nada é verdade!"

domingo, 26 de julho de 2009

"Roubo" assumido do blog rerum natura

MAs que fica tão bem neste blog... A estrelinha Sírio quis tanto !

"Ouvir estrelas (Via Láctea)" do poeta brasileiro Olavo Bilac (1865-1918):

Ora direis ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

Olavo Bilac

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Fernando Pessoa

Tenho um novo seguidor, mas este fez-me pensar um pouco. Seleccionou poucos blogs e as suas preferências vão essencilamente para teconologias e vídeo game. Por segundos, apeteceu-me perceber mais sobre o ser humano e perguntar-lhe o que o fez querer seguir este blog, o que achou de interessante.
Estava no meio destes pensamentos, quando de repente me lembrei desta pensamento de Fernando Pessoa e de algum modo, pareceu-me ter uma resposta plausível. Deixei de me questionar, apesar de continuar a achar interessante a situação.
De facto, quanto maior amplitude de conhecimentos, maior o conhecimento dos outros e vice-versa.

"Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidades eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora."

Fernando Pessoa

domingo, 14 de junho de 2009

António Feijó - O Amor e o Tempo e DALI







-Perguntava a minha irmã: E não se pode parar um pouco os ponteiros do relógio para se aproveitar melhor o tempo? recordei como o tempo é traiçoeiro e lembrei-me deste poema, que aqui vos ofereço

O Amor e o Tempo

Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.

Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.

— «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»

Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento...
— «Porque voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» — Nesse momento,

Volta-se o Amor e diz com azedume:
— «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!

António Feijó, in 'Sol de Inverno'

quinta-feira, 14 de maio de 2009